MARINGÁ — A médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi homenageada por colegas, pacientes e pessoas próximas após ser morta em Maringá, no Paraná. Ela trabalhava na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade vizinha, onde atendia pela rede pública de saúde.
Em nota de pesar, a Prefeitura de Sarandi afirmou que Gassi dedicou conhecimento, experiência e compromisso profissional ao cuidado com a população. O município também declarou que a contribuição dela será lembrada “com respeito e gratidão”.
Pessoas que tiveram contato com a médica durante o trabalho deixaram mensagens de solidariedade. Entre os comentários, Gassi foi descrita como uma profissional atenciosa e uma pessoa maravilhosa.
Formação e vida pessoal
Gassi se formou em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), no campus de Tubarão, em 2016. Conforme o cadastro do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), ela tinha registro no Estado desde fevereiro de 2017 e também mantinha inscrição regular no Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina.
Nas redes sociais, a médica compartilhava momentos da vida pessoal. No fim do ano passado, publicou imagens ao lado de João Vitor Domingues Romeiro e registros da gravidez, além de falar sobre a expectativa pela chegada do filho. Mais recentemente, mostrou uma viagem com o bebê e familiares para cidades da Holanda e Bélgica.
O salão de beleza frequentado por Gassi também publicou uma homenagem. Fagner Gomes, responsável pela mensagem, escreveu que ela chegava sorrindo, conversava com todos e tinha uma “risada alta e contagiante”. A publicação também a descreveu como alguém que gostava de conversar, brincar e fazer as pessoas rirem.
Investigação
Gassi foi morta a facadas no sábado, 5. O companheiro dela, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, foi preso em flagrante. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Paraná e a Polícia Civil do Paraná, os dois mantinham um relacionamento conturbado e haviam reatado havia pouco tempo.
Na noite do crime, o casal discutiu. Durante o conflito, Romeiro esfaqueou Gassi, que morreu no local. Ele foi localizado pela Polícia Militar em Mandaguari, na residência da mãe, e permanece sob escolta no hospital por apresentar ferimentos provocados por arma branca.
O casal tinha um bebê de 8 meses, encontrado no apartamento onde o crime aconteceu. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. A defesa de Romeiro informou que ainda analisa a situação e se manifestará depois.
O enterro da médica ocorreu nesta segunda-feira, 7, às 10h30, no Cemitério Municipal de Maringá.







