CAMPO GRANDE — A cadela Lola foi cremada neste sábado (12), em Campo Grande, depois de morrer no acidente que também matou seu tutor, Antônio Pedro Zardin, de 42 anos, e as filhas dele, Maria Fernanda, de 15, e Maria Carolina, de 11.
Lola, uma fox paulistinha, viajava com a família de Bela Vista para Campo Grande. A caminhonete em que estavam colidiu com uma carreta na BR-163, na altura de São Gabriel do Oeste, na manhã de segunda-feira (7). Antônio e Maria Fernanda morreram no local. Maria Carolina foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Despedida da família
A cachorrinha foi velada ao lado do tutor e das meninas, na mesma sala, em Bela Vista, a cerca de 325 quilômetros de Campo Grande. Para ela, foi preparado um caixão próprio.
Depois do velório, o corpo de Lola foi levado para Campo Grande. O crematório Pet Pax doou o procedimento à família e publicou o registro da despedida. “Em meio a uma tragédia tão dolorosa, uma pequena vida também precisou dizer adeus”, escreveu o estabelecimento.
Antônio morava em Sinop (MT) com as filhas e seguia até Campo Grande para participar do velório do sogro, Márcio Machinski. Lola estava no veículo quando ocorreu a colisão.
Regras para sepultamento de animais
Em Mato Grosso do Sul, a legislação não permite o sepultamento de animais por questões sanitárias. Uma proposta em tramitação na Assembleia Legislativa prevê autorizar que tutores e seus animais sejam enterrados juntos em jazigos comuns.
O projeto estabelece, entre outras exigências, a apresentação de uma declaração de óbito emitida por médico-veterinário. Também prevê que o corpo do animal seja acondicionado adequadamente, com medidas para evitar a contaminação do solo e das águas subterrâneas.
A proposta está na CCJR, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação, responsável pela análise da constitucionalidade e da legalidade do texto. A última movimentação foi em 11 de março, quando o projeto foi encaminhado ao deputado Professor Rinaldo (União Brasil), relator da matéria.







