O medicamento experimental autorizado para Lito Sousa foi administrado enquanto o influenciador estava internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), informou Mila Seidl, mulher dele. A aplicação ocorreu depois de uma piora no quadro de saúde, e não houve intercorrências associadas ao remédio.
Ainda não é possível saber se a medicação vai interromper ou desacelerar a evolução da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), nem se poderá produzir alguma melhora. Mila disse que a família deverá esperar cerca de seis a sete semanas para comparar a evolução do estado de saúde.
“A gente não tem como garantir, a gente não tem como saber, mas a gente precisa acreditar”, afirmou.
Internação e chegada ao Brasil
Lito voltou à UTI do Hospital Albert Einstein por complicações da própria doença na última terça-feira, 8. De acordo com Mila, ele já estava internado quando recebeu o medicamento. Na semana anterior, o influenciador havia retornado ao hospital após uma “queda geral” no quadro. A deterioração aumentou a urgência para que o produto chegasse ao Brasil.
A medicação foi trazida ao País em uma operação que envolveu a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Após o desembarque, a carga foi levada diretamente da aeronave para um helicóptero, responsável pelo transporte até o destino.
Mila afirmou que as autorizações necessárias já estavam sendo preparadas antes da chegada. Partes do tratamento vieram da Suíça e dos Estados Unidos. Um voo previsto para transportar o produto foi cancelado por um problema técnico, o que elevou a preocupação com o prazo disponível para o uso do medicamento.
Uso excepcional
A Anvisa autorizou a importação e a utilização do remédio para Lito em caráter excepcional. O pedido foi feito por Mila e pelo médico do influenciador para uso individual, por meio de importação por pessoa física. Lito também foi incluído em um programa de uso compassivo oferecido por uma empresa estrangeira.
A Anvisa informou que o medicamento ainda está em etapa de testes pré-clínicos. Até o momento, não foram iniciadas pesquisas clínicas formais com seres humanos para verificar sua aplicação contra a doença priônica.
A DCJ é uma condição neurodegenerativa rara causada por proteínas chamadas príons. Pode provocar demência, desordem cerebral, tremores e perda de habilidades motoras. Atualmente, não há tratamento disponível, e os cuidados são direcionados ao controle dos sintomas.







