CAMPO GRANDE — Um Guarda Civil Metropolitano de 35 anos foi preso preventivamente após ser denunciado por cárcere privado e violência doméstica contra a companheira, de 36 anos. O caso teria ocorrido na última semana, no Bairro Nova Lima, e envolve o uso de câmeras de segurança para monitorar a vítima dentro da residência.
A denúncia foi apresentada à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher na tarde de quarta-feira (16). Uma testemunha relatou à polícia que a mulher evitava sair de casa por medo do companheiro, descrito como agressivo. Também afirmou temer pela integridade física e pela vida da vítima, além da segurança da filha do casal, de 14 anos.
Ainda conforme o registro da ocorrência, a mulher estava há alguns dias sem frequentar as aulas da faculdade por causa da situação.
Abordagem e prisão
Após receber o relato, a delegada acionou investigadores do Setor de Investigações Gerais. A equipe foi até a região onde o GCM morava, mas não o encontrou na primeira tentativa.
Na manhã seguinte, quinta-feira (17), por volta das 5h20, os investigadores voltaram ao endereço e acompanharam a movimentação da residência. Cerca de 20 minutos depois, o guarda saiu de motocicleta, aparentemente para trabalhar, e foi abordado pelos policiais. Ele foi levado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.
O registro também cita uma denúncia de agressão física ocorrida em 8 de setembro. Segundo o relato, o GCM teria agredido a companheira depois de saber de uma suposta traição. Durante o atendimento, a testemunha entregou fotografias que, segundo ela, mostrariam lesões causadas naquela ocasião.
A prisão preventiva foi decretada durante a audiência de custódia.
Em nota, a Prefeitura informou que o guarda foi afastado preventivamente das funções por 60 dias. A Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social declarou que não compactua com condutas incompatíveis com as responsabilidades da função pública e que adotará as providências administrativas cabíveis conforme o avanço das apurações.








