A Guarda Civil Metropolitana afirmou que um passageiro chutou e empurrou agentes antes de ser atingido por um disparo de borracha dentro de um ônibus no Terminal General Osório. Segundo a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social, o homem se recusou a sair do veículo e resistiu à abordagem durante uma fiscalização contra o comércio ambulante irregular.
A ocorrência aconteceu durante a Operação Terminais, realizada pela GCM em apoio à Agência Municipal de Transporte e Trânsito. A ação tinha como objetivo dar suporte aos servidores responsáveis pelo controle da venda ambulante irregular nos terminais.
De acordo com a secretaria, a confusão começou quando um homem tentou impedir a fiscalização, resistiu à atuação dos servidores e agrediu fisicamente um deles. Os guardas teriam sido acionados para conter a situação e proteger os fiscais e os usuários que estavam no local.
Ainda conforme a versão da pasta, outro homem, que já estava no ônibus da linha 080, passou a ofender os agentes. Ele teria desobedecido às ordens para deixar o coletivo e reagido fisicamente quando os guardas tentaram retirá-lo.
“Mesmo após verbalização e ordem de prisão, o homem continuou resistindo à contenção”, informou a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social. A pasta disse que foram utilizados, de forma progressiva e proporcional, instrumentos de menor potencial ofensivo até a imobilização e o algemamento do passageiro.
Após a confusão, outros vendedores teriam recuperado mercadorias recolhidas durante a fiscalização e deixado o terminal. A ação contra os ambulantes foi encerrada para evitar novos confrontos, segundo a secretaria.
Relatos sobre a ocorrência
A resposta da administração municipal não informou especificamente se o disparo feito dentro do ônibus será apurado, se a conduta do guarda foi considerada adequada ou se alguém ficou ferido.
Uma diarista de 45 anos, que acompanhou a ocorrência, apresentou uma versão diferente. Ela afirmou que o passageiro tentou defender um vendedor que teria sido agredido durante a fiscalização e relatou que os guardas entraram no coletivo com as armas apontadas. A testemunha também disse que o spray de pimenta atingiu outra passageira.
“Eles deram tiro no rapaz. Não dá para ver direito, mas chegou a rasgar a camiseta dele dentro do coletivo”, afirmou a diarista. Segundo ela, uma passageira que vestia vermelho foi atingida pelo spray.








