JOINVILLE — O reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal foi criticado por Flávio Bolsonaro durante um comício realizado neste sábado, 19, em Santa Catarina. O benefício passará de R$ 600 para R$ 691, conforme a decisão comentada pelo candidato do PL à Presidência da República.
Flávio concentrou a fala no custo dos alimentos e afirmou que os beneficiários precisam de oportunidades de trabalho. Para ele, o valor atual do programa não acompanha os preços encontrados nos supermercados. “R$ 600 não dá mais para encher o carrinho como dava lá atrás com o presidente Bolsonaro”, declarou.
Críticas ao governo
O candidato também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de apresentar o aumento como ajuda aos mais pobres enquanto, na avaliação dele, os gastos do governo pressionam a inflação. Flávio disse que os R$ 600 perderam poder de compra e que os preços estão altos.
Em outra declaração, afirmou que Lula dá recursos com uma mão e retira com os outros dedos, fazendo referência à ausência do dedo mínimo da mão esquerda do presidente. A perda ocorreu em 1964, depois de um acidente de trabalho, quando Lula era torneiro mecânico.
“Ele está achando que o pobre é aquele otário. Não é. O povo pobre é esperto”, disse Flávio. Na sequência, defendeu que a população quer trabalhar e ter oportunidade, e não receber apenas migalhas.
Reajuste antes do primeiro turno
Lula anunciou o aumento de 15% no Bolsa Família na quinta-feira, 17, antes do primeiro turno da eleição, marcado para 4 de outubro. O reajuste repetiu uma medida tomada por Jair Bolsonaro em 2022, quando o então presidente elevou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600.
A diferença, conforme as informações apresentadas, é que Bolsonaro anunciou a mudança em julho de 2022, com antecedência maior. O aumento daquele período, por outro lado, foi superior ao anunciado agora.








