RECIFE — A Festa de Nossa Senhora da Penha terminou neste domingo (06) com uma procissão pelas ruas do bairro de São José, no Centro do Recife. A imagem da padroeira do comércio e da indústria da cidade saiu da Basílica da Penha, em frente ao Mercado de São José, e retornou ao templo acompanhada por fiéis.
O último dia começou com a Santa Missa Solene, celebrada por dom Magnus H. Lopes, bispo do Crato, no Ceará, e integrante da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFMCap). Às 15h, Frei José Nunes celebrou a Santa Missa da Saúde e abençoou as pessoas que aguardavam a procissão na basílica.
A programação reuniu nove dias de celebrações. Neste ano, as atividades também marcaram os 800 anos da morte de São Francisco. Para Frei Abelardo Oliveira, congregado da Basílica da Penha, a novena funcionou como um retiro espiritual, com reflexões sobre as orações e a espiritualidade franciscana.
Durante o cortejo, idosos, crianças e famílias caminharam pelas ruas, cantando, agradecendo e fazendo pedidos. A luz do fim da tarde fez o véu da santa brilhar ao passar pela Avenida Nossa Senhora do Carmo.
Maria Veralúcia participou para pedir pela recuperação da sobrinha, que teve um AVC, e da cunhada, submetida a uma cirurgia de emergência por causa de uma hérnia de disco. Leon Medeiros, que frequenta a igreja há poucos anos, rezou por paz, amor e harmonia. Já Graça Maria acompanhou a família e pediu saúde, trabalho e disposição para os parentes e pessoas próximas.
O décimo dia de festejo é marcado pela procissão mariana, vista pelos religiosos como um momento de comunhão entre os fiéis. A tradição da devoção a Nossa Senhora da Penha surgiu na Europa e chegou ao Brasil no século XVI. Em Pernambuco, ganhou força com a chegada dos capuchinhos franceses ao Recife, no século XVII.
A Basílica de Nossa Senhora da Penha foi construída entre 1870 e 1882, inspirada na arquitetura veneziana. O templo também mantém a bênção de São Félix, realizada pelos capuchinhos às sextas-feiras.








