CAMPO GRANDE — Moradores de diferentes regiões de Campo Grande ainda enfrentavam falta de energia elétrica neste domingo (13), três dias após o temporal de quinta-feira (10). Os relatos incluem alimentos estragados, interrupção do trabalho remoto, falta de água e perda de medicamentos que precisam de refrigeração.
A Energisa informou que 97,4% dos clientes afetados já haviam recuperado o fornecimento. Cerca de 800 profissionais atuavam nos reparos, mas a empresa não apresentou prazo específico para a normalização em cada bairro. Até as 17h de sábado, 160 árvores tinham sido retiradas da rede elétrica.
No Jardim Itamaracá, uma moradora disse que a energia caiu durante a tempestade, voltou por algumas horas e foi interrompida novamente na manhã de sexta-feira (11). Samara, de 27 anos, relatou perda de comida e afirmou que moradores que trabalham em home office também foram prejudicados.
No Bairro Cruzeiro, moradores afirmam estar sem eletricidade desde as 5h de sexta-feira (11). Já no Residencial Pantanal, na região do Coronel Antonino, a interrupção teria durado mais de 12 horas após um curto-circuito no sábado (12).
A falta de energia também foi relatada em aproximadamente seis quadras entre o Sírio-Libanês e o Jardim das Virtudes. Alessanara Soares disse estar sem luz desde as 17h30 de quinta-feira e afirmou que perdeu alimentos perecíveis.
No Serraville, perto do Jardim Noroeste, pelo menos quatro casas da Rua Atuba estariam sem fornecimento desde antes do período de chuva mais intensa. A ligação clandestina é ilegal e pode causar choque, incêndio e morte.
Fora da área urbana, cerca de 45 famílias do Assentamento Abelhinha, às margens da BR-040, também relataram falta de energia e água. Segundo Elen Beatriz, de 37 anos, a interrupção prejudicou o abastecimento de moradores e animais. Famílias disseram ainda ter perdido insulina por falta de refrigeração.
Áreas afetadas e reparos
A Energisa informou que Jardim Noroeste, Centro, Vila Margarida, Jardim Itamaracá, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Marli, Vila Planalto, Jardim São Conrado, Jardim Nhanhá e Novos Estados estavam entre as áreas mais afetadas.
A empresa afirmou que as equipes trabalhariam durante a madrugada e até o atendimento de todos os consumidores. Os temporais também provocaram destelhamentos, quedas de muros e fachadas e derrubada de árvores sobre veículos, imóveis, cabos e postes. A prefeitura mobilizou equipes para retirar os troncos e decretou estado de calamidade.







