Criminosos exigiram R$ 500 de um comerciante de Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, e ameaçaram incendiar a conveniência caso o pagamento não fosse feito até meia-noite. No áudio, um homem se apresentou como integrante do Comando Vermelho e afirmou cobrar uma suposta taxa de segurança de estabelecimentos da cidade.
A tentativa de extorsão ocorreu durante uma sequência de episódios violentos em Sidrolândia, com registros recentes de homicídios, execuções e ataques a tiros. Apesar de usarem esse cenário para intimidar a vítima, a cobrança não está relacionada aos crimes investigados na cidade.
Na gravação, divulgada no domingo, o autor se identifica como “irmão Kaique” e diz ser “conselheiro geral do Comando Vermelho no Estado de MS”. Ele afirma que a suposta organização estaria cobrando o valor de comerciantes, incluindo donos de conveniências, casas de festa e casas de piscina.
Como funciona a ameaça
O homem também diz que pessoas que não seguissem as supostas regras seriam mortas. Em seguida, menciona o PCC, afirma não temer a polícia nem outras organizações criminosas e volta a pressionar o comerciante para fazer a transferência.
A ameaça de incendiar a conveniência seria colocada em prática caso o dinheiro não fosse enviado até meia-noite. O áudio ainda usa a frase “O Estado de MS vermelhou” para reforçar a intimidação.
A onda de violência citada pelos criminosos inclui mortes a tiros e atentados nos bairros Jatobá, Cascatinha e São Bento, além de ataques praticados por homens armados. Segundo a orientação policial, esse tipo de golpe pode envolver alegações de denúncias contra a vítima, menções a bairros ou locais conhecidos e pedidos de dinheiro por Pix para evitar um suposto ataque.
A recomendação é não fazer nenhum pagamento, encerrar o contato e bloquear o número usado na abordagem. Áudios, mensagens, telefones e dados da chave Pix devem ser preservados.
O material deve ser entregue à Polícia Civil, junto com o registro de boletim de ocorrência, para que a tentativa de extorsão seja investigada.







