Ideias para a sua casa
Brasil

Exercícios alteram indicadores do cérebro, mas não ampliam cognição em três meses

Estudo clínico com adultos de meia-idade encontrou melhora no humor e mudanças ligadas à formação de neurônios no hipocampo.

Exercícios alteram indicadores do cérebro, mas não ampliam cognição em três meses

Um programa de exercícios aeróbicos e de resistência mudou indicadores laboratoriais ligados à formação de novos neurônios no hipocampo e melhorou o humor de adultos saudáveis. No entanto, o desempenho cognitivo não apresentou melhora ao fim de três meses, de acordo com o estudo clínico Neurofit, liderado por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência, da King's College London.

A pesquisa avaliou 52 participantes saudáveis, com idades entre 45 e 65 anos. Desse total, 27 fizeram exercícios três vezes por semana durante três meses. O grupo de controle, formado por 25 pessoas, não realizou a prática.

O que foi avaliado

Os pesquisadores analisaram o desempenho em uma tarefa cognitiva chamada Tarefa de Similaridade Mnemônica. O teste mede a capacidade de diferenciar conjuntos de itens semelhantes e depende fortemente do hipocampo, região cerebral ligada à memória e à cognição.

A equipe também acompanhou indicadores de humor e exames laboratoriais relacionados à capacidade do cérebro de gerar novos neurônios no hipocampo. Ao final do programa, não houve efeito observado sobre o desempenho cognitivo dos participantes que fizeram exercícios. Em comparação com o grupo de controle, porém, eles tiveram melhora significativa nos indicadores relacionados ao humor.

Sahand Farmand, doutorando e autor principal do estudo, afirmou que o período pode ser suficiente para produzir efeitos no humor, enquanto possíveis ganhos cognitivos talvez dependam de mais tempo ou de um programa mais intenso.

Sinais ligados às células-tronco

Para investigar a relação entre exercício e saúde cerebral, os pesquisadores coletaram amostras de soro sanguíneo dos participantes que se exercitaram e adicionaram o material a células-tronco hipocampais humanas em laboratório. O procedimento foi usado como indicador não invasivo da influência do exercício sobre o desenvolvimento de novos neurônios.

O soro do grupo que praticou exercícios levou a um número menor de células-tronco hipocampais em estado de proliferação do que o soro do grupo de controle. Os pesquisadores sugerem que isso pode indicar a manutenção dessas células em uma reserva para uso especializado futuro.

Sandrine Thuret, professora de neurociência no King's College London, disse: “O exercício pode estar auxiliando nesse processo.”

O hipocampo está entre as poucas regiões do cérebro adulto que mantêm células-tronco não especializadas, capazes de se transformar em neurônios mais tarde na vida. Os pesquisadores também observaram que, em alguns participantes, o exercício produziu efeitos significativos no desempenho cognitivo, no humor e nos exames laboratoriais. Estudos futuros devem investigar os mecanismos moleculares envolvidos nessa resposta.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5