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Cinema acessível vira ponto de partida para criação com argila no Recife

Estudantes surdos e com deficiência visual participam de sessões acessíveis, atividades táteis e visita sensorial a museu-ateliê.

Cinema acessível vira ponto de partida para criação com argila no Recife

Estudantes surdos e com deficiência visual vão explorar filmes por meio do tato e da criação com argila em uma atividade que conecta cinema, acessibilidade e arte. A programação será realizada nesta terça-feira (22) e quarta-feira (23), no Recife.

A primeira etapa ocorre nesta terça-feira (22), às 14h, no Cinema da Fundação Museu, em Casa Forte, na Zona Norte do Recife. O grupo, formado por alunos da Escola Municipal Rozemar de Macedo Lima, no Morro da Conceição, assistirá a curtas-metragens com recursos de acessibilidade, como audiodescrição e Libras.

Depois da sessão, os estudantes serão convidados a tocar, manipular e criar formas e volumes com argila. A proposta é transformar elementos presentes nas narrativas dos filmes em experiências físicas e criativas, ampliando as maneiras de perceber o audiovisual.

Na quarta-feira (23), às 14h, a atividade continua na Oficina Francisco Brennand, na Várzea, na Zona Oeste. Os participantes farão uma visita sensorial ao museu-ateliê e conhecerão processos ligados à criação de peças de cerâmica. No espaço, poderão acompanhar como a argila se transforma e ganha diferentes formas e sentidos na arte.

“Com a atividade, queremos experimentar o que acontece quando deixamos de pensar a acessibilidade apenas como tradução e passamos a pensá-la também como experiência”, explica Túlio Rodrigues, produtor cultural, pesquisador e idealizador do Plano Conjunto – Laboratório de Cinema, Educação e Acessibilidade.

Parte da programação de museus

A iniciativa integra a 20ª Primavera dos Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), com o tema “Museus para Todas as Pessoas”. A programação é realizada de 21 a 27 de setembro em instituições de todo o país.

Em 2026, a proposta da Primavera dos Museus envolve discussões sobre acessibilidade, inclusão, participação e pertencimento nos espaços museais. A atividade também faz parte da segunda edição do Plano Conjunto, que promove, entre setembro e novembro, ciclos gratuitos de formação on-line e experiências presenciais voltadas à relação entre cinema, educação e acessibilidade.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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