CAMPO GRANDE — A Prefeitura de Campo Grande suspendeu a licitação para poda e remoção de árvores, estimada em até R$ 20,3 milhões. O edital será adaptado antes de ser relançado, informou a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
A disputa de preços estava prevista para a próxima segunda-feira (5), mas a suspensão foi publicada na quarta-feira (30). A administração municipal afirma que a interrupção não deixará a cidade sem atendimento, porque as equipes da Sisep e da Defesa Civil continuam disponíveis para ocorrências e serviços de manutenção.
A nova contratação foi planejada para ampliar a atuação nas sete regiões urbanas de Campo Grande e reforçar o manejo preventivo. O secretário André Brandão explicou que os contratos existentes não atendem toda a Capital. “O que pretendemos com essa nova licitação é ampliar o serviço nas sete regiões de Campo Grande, para uma manutenção, de fato, preventiva”, afirmou.
A necessidade ganhou destaque após temporais de setembro. Em um dos episódios, mais de 150 pedidos de ajuda foram encaminhados ao Corpo de Bombeiros. Enquanto a prefeitura prepara o novo edital, ainda há troncos e galhos em calçadas e canteiros.
No Bairro Bela Vista, restos de árvores permaneceram após uma poda realizada às margens do Córrego Vendas, na altura das Ruas Cayová e Nelson Figueiredo Júnior. Na região do Santa Fé, também foram encontrados resíduos sobre calçadas.
Serviços previstos no edital
O documento tinha como referência 19.673 podas, 1.577 remoções e 787 retiradas de árvores caídas. O município informou que esses números servem para calcular o valor da contratação, mas o pagamento será feito somente pelos serviços executados.
Também estavam previstos adequação da área livre, destoca, trituração e destinação dos resíduos. O contrato teria duração inicial de 12 meses e abrangeria Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo.
O maior orçamento seria destinado ao Anhanduizinho, com R$ 4,95 milhões. Depois apareciam Bandeira, com R$ 3,74 milhões; Prosa, com R$ 3,43 milhões; Lagoa, com R$ 3,07 milhões; Imbirussu, com R$ 2,61 milhões; e Segredo, com R$ 2,50 milhões.
O processo administrativo começou em 2025. Antes da suspensão, uma empresa interessada relatou dificuldades para localizar o processo no Portal de Compras e cadastrar a proposta. A Secretaria Especial de Licitações e Contratos informou na terça-feira (29) que o problema havia sido resolvido. No dia seguinte, a Sisep pediu a interrupção do certame.
A prefeita Adriane Lopes disse que o município acompanha as condições meteorológicas e mantém equipes para atender chamados. “A Defesa Civil monitora a situação todos os dias, de hora em hora, para identificar qualquer alteração”, declarou.








