RIO DE JANEIRO — Banhistas registraram uma baleia realizando saltos e mergulhos perto da faixa de areia do Leblon, na tarde dessa sexta-feira, 4. O avistamento ocorreu nas proximidades da Avenida Afrânio de Melo Franco, enquanto a cidade se preparava para a abertura do Rock in Rio 2026.
A identificação foi feita por páginas oficiais voltadas aos cuidados com baleias, entre elas a Amigos da Jubarte. O animal não seria uma jubarte, espécie mais comum na costa fluminense, mas provavelmente uma baleia-franca-austral. Essa espécie pode alcançar 17 metros de comprimento e costuma ser associada principalmente ao litoral Sul do país.
A presença no Leblon chamou atenção por estar distante da área mais relacionada à franca-austral. No Sul, existe a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, dedicada à espécie. Vídeos feitos por pessoas na praia mostram a baleia se aproximando da costa e executando diferentes movimentos na água.
Reação nas redes
Os registros circularam nas redes sociais e receberam comentários de quem acompanhava a cena pela internet. Em uma publicação de Rafael Sampaio, Cássia Feitosa escreveu: “Ela: olha o que eu sei fazer 🐋”. O animal também ganhou o nome de Helena, em uma referência ao autor de novelas Manoel Carlos.
A página Resenha das Ondas publicou uma edição dos vídeos com Foo Fighters. Na legenda, afirmou que o público do Rock in Rio havia recebido um show gratuito durante a sexta-feira.
Avistamento fora do período habitual
A temporada de passagem de baleias pelo litoral fluminense costuma terminar em agosto, quando os animais iniciam o retorno à Antártica depois do período reprodutivo no litoral brasileiro. Ainda assim, avistamentos podem ocorrer ao longo de setembro.
O Leblon já havia sido cenário de outro registro em 2026. No início de agosto, uma baleia-jubarte foi filmada na mesma faixa de areia com um filhote recém-nascido, de apenas dois dias de vida. A equipe do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores (Maqua), da Uerj, fez o registro durante uma atividade de monitoramento.
Dessa vez, não havia pesquisadores no local. Os próprios banhistas acompanharam a passagem do animal e fizeram as imagens que impulsionaram a circulação do caso nas redes sociais.







