O presidente do Líbano, Joseph Aoun, defendeu a continuidade da missão de paz da ONU no sul do país para impedir um vácuo de segurança. O mandato dos capacetes azuis termina em 31 de dezembro de 2026, conforme decisão do Conselho de Segurança da ONU aprovada sob pressão dos Estados Unidos.
Aoun afirmou que qualquer nova força internacional deve atuar de forma temporária, até que o Exército libanês consiga ser deslocado para a região. Para ele, a missão atual ainda é a opção mais adequada. A estrutura reúne 8.500 integrantes de quase 50 países e está mobilizada no sul do Líbano desde 1978.
Apoio ao Exército libanês
O presidente pediu aos Estados Unidos, à União Europeia e aos países árabes que apoiem o Exército do Líbano no sul. Ele disse aceitar diferentes formatos para uma eventual força, com participação europeia, americana, asiática, árabe ou da ONU, inclusive em uma composição entre esses grupos.
“O importante é que não exista um vácuo”, declarou Aoun. Parte do sul do Líbano está ocupada por Israel, e o presidente afirmou que pretende negociar um acordo de segurança com o país depois da retirada das tropas israelenses.
Aoun disse que o entendimento teria como objetivo encerrar o estado de hostilidade e a presença do Exército israelense na fronteira. Segundo ele, esse acordo poderia abrir caminho para um futuro acordo de paz, mas o Líbano não estaria pronto para avançar diretamente nessa direção.
Desarmamento do Hezbollah
O presidente libanês também reiterou que o país vai desarmar o Hezbollah. A medida, afirmou, não está aberta a negociação, mas deve ser realizada sem confronto. “Estamos decididos a resolver esta questão pacificamente”, disse.
Aoun afirmou que uma guerra seria muito custosa para o Líbano e que negociar é a única alternativa. O Hezbollah, movimento islamista e partido político xiita influente no país, criticou o diálogo com Israel. O grupo atacou Israel em solidariedade ao Irã e arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio.
O presidente acrescentou que não pretende construir o Estado por meio de um conflito sangrento ou de uma nova guerra civil. Sobre o Irã, disse que as relações podem continuar depois do desarmamento do Hezbollah, desde que sejam baseadas no respeito mútuo e na não interferência nos assuntos internos libaneses.








