CASSILÂNDIA — Um adolescente de 13 anos foi atingido por quatro disparos enquanto dormia em um quarto da casa onde mora com a avó, na noite desta quinta-feira (1º). O caso aconteceu em Cassilândia, a 418 km de Campo Grande. O jovem foi levado para atendimento especializado na Capital por causa de um ferimento na região do olho direito e do risco de perda da visão.
De acordo com o boletim de ocorrência, a avó assistia à televisão quando dois homens usando capacetes e blusas de frio bateram à porta. Eles disseram que entrariam para matar o garoto. Como a moradora se recusou a abrir, um dos suspeitos ameaçou: “Abre a porta, senão vai sobrar para você”.
A dupla entrou pela janela de vidro da sala, que estava entreaberta, e percorreu os cômodos até encontrar o adolescente. Depois dos disparos, os homens fugiram a pé. A avó afirmou ter ouvido ao menos três estampidos.
Ferimentos e investigação
O Corpo de Bombeiros socorreu o jovem e o levou à Santa Casa de Cassilândia. Os médicos identificaram quatro lesões provocadas por projéteis: duas nos antebraços esquerdo e direito, com perfurações de entrada e saída; uma perto do olho direito, com o projétil alojado próximo à mandíbula; e outra na testa, com o projétil entre o couro cabeludo e a lateral da cabeça.
Por causa da gravidade do ferimento ocular, a equipe médica encaminhou o adolescente com urgência para um hospital de Campo Grande. Peritos da Polícia Civil de Paranaíba encontraram grande quantidade de sangue espalhada pelo piso da residência.
A avó contou aos investigadores que o neto já havia sofrido outro atentado no dia 28 de setembro, mas o episódio não foi registrado na delegacia. A família negou envolvimento do garoto com facções criminosas. A Polícia Civil, porém, informou que ele é conhecido no meio policial por envolvimento com o tráfico de drogas, em meio a uma disputa entre PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho na região.
A Polícia Civil e a Polícia Militar fazem diligências e procuram imagens de câmeras de segurança para ajudar a identificar e prender os autores.







