As exportações brasileiras de petróleo podem alcançar o maior volume mensal já registrado. Até a quarta semana de setembro, os embarques chegaram a 10,1 milhões de toneladas, e ainda faltavam três dias úteis para fechar a contabilização do mês.
A média diária ficou acima de 500 mil toneladas em setembro. Se esse ritmo continuar, o país poderá ultrapassar o recorde de 11 milhões de toneladas, registrado em março de 2023. Na comparação com setembro de 2025, o volume exportado por dia útil aumentou 50%.
Produção e manutenção de refinaria
O especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, relacionou o avanço a dois fatores: a produção nacional em alta e a parada programada para manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Petrobras, no Paraná.
“Então, essa tendência se mantém aqui para o mês de setembro, olhando para dados prévios (da ANP)”, afirmou Cordeiro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou que a produção mensal brasileira atingiu um recorde em julho, pelo segundo mês consecutivo.
O resultado foi sustentado principalmente pelos campos do pré-sal Búzios e Mero, na Bacia de Santos. Os dados de agosto deverão ser divulgados no início de outubro.
Demanda internacional e receita
O cenário externo também elevou a procura pelo petróleo brasileiro. Problemas ligados à guerra no Irã e os efeitos sobre o fluxo de combustíveis pelo Estreito de Ormuz geraram demanda adicional ao longo deste ano, inclusive na China.
Com a alta das cotações internacionais, as vendas externas já tinham superado US$ 5,6 bilhões até a quarta semana de setembro. No período, cada tonelada foi exportada por um preço médio de US$ 562,40, valor 26,1% acima do registrado no mesmo período do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que divulgou os dados nesta segunda-feira (28).







