A votação nas eleições de 2026 será uma das formas usadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para confirmar que aposentados, pensionistas e outros beneficiários estão vivos. O registro do comparecimento será enviado pela Justiça Eleitoral e analisado junto às informações cadastrais do instituto.
Quando os dados forem compatíveis, o voto será aceito automaticamente como Prova de Vida daquele ciclo. O beneficiário não precisará entregar comprovante de votação nem comparecer a uma agência para informar que votou.
A regra está prevista entre os critérios da Portaria INSS nº 1.408, de 2022. Ela alcança titulares de benefícios previdenciários e assistenciais administrados pelo INSS. Ao todo, o procedimento anual de revisão envolve cerca de 40 milhões de beneficiários ativos.
Quem não votar
O não comparecimento às urnas não provoca bloqueio automático do pagamento. O Sistema de Informações de Registro de Interações Sociais (SIRIS) continuará consultando outras bases governamentais em busca de registros que comprovem uma interação recente do beneficiário com o poder público.
Entre os eventos que podem ser considerados estão a emissão ou renovação de documentos oficiais, atendimentos em órgãos públicos, movimentações identificadas em bases conveniadas e procedimentos presenciais ou digitais reconhecidos pelo INSS. A convocação só poderá ocorrer quando não houver informações suficientes para confirmar que a pessoa está viva.
O modelo deixou de depender, como regra geral, da presença em banco ou agência. A mudança busca reduzir filas, custos e deslocamentos, especialmente para idosos e pessoas com dificuldade de mobilidade. O Estado passou a procurar de forma proativa os registros disponíveis.
Como acompanhar
A situação da comprovação pode ser consultada pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS. A Central 135 também oferece orientação. O registro da votação pode demorar para aparecer, já que os dados precisam ser enviados, cruzados e validados.
O histórico do procedimento inclui resultados de 2024, quando a base do Tribunal Superior Eleitoral registrou eventos relacionados a mais de 20,9 milhões de beneficiários e contribuiu para atualizar aproximadamente 5 milhões de comprovações. Em 2026, quem votar terá o registro considerado automaticamente e não precisará realizar outra forma de Prova de Vida naquele ciclo.







