ESTADOS UNIDOS — A oferta de diesel enfrenta restrições nos Estados Unidos, afetando postos sem bandeira, revendedores independentes e produtores rurais. O valor médio do combustível chegou a US$ 6,06 por galão nesta sexta-feira (11), o maior patamar já registrado no país, conforme dados da Associação Americana de Automóveis (AAA).
O galão corresponde a 3,78 litros, e o preço informado equivale a cerca de R$ 30,90 na conversão atual. A alta ocorre em meio ao avanço das cotações internacionais do petróleo, aos conflitos no Oriente Médio e a ataques contra estruturas de energia na Rússia.
Pressão sobre a oferta
As refinarias do Oriente Médio trabalham com capacidade reduzida por causa do conflito, que limita as exportações dos países do Golfo. Algumas instalações petrolíferas também foram danificadas, segundo Arne Lohmann Rasmussen, analista da consultoria Global Risk Management.
Na Europa Oriental, os problemas de exportação na Rússia ampliam as dificuldades. O país está entre os maiores produtores globais de hidrocarbonetos e decidiu estender a moratória sobre as exportações de diesel após ataques de drones da Ucrânia contra refinarias e unidades de processamento. A medida havia sido adotada originalmente no final do mês de julho.
O impacto já chegou à ponta da cadeia nos Estados Unidos. Postos sem bandeira e revendedores independentes enfrentam limitações no abastecimento, enquanto produtores rurais relatam dificuldades crescentes para manter a logística e o funcionamento de máquinas.
Efeito político e perspectiva
O aumento dos combustíveis ocorre em um período sensível para a política norte-americana. Os preços são historicamente impopulares entre os consumidores e podem influenciar o cenário das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para o início de novembro.
O presidente Donald Trump acusou o Irã de tentar “desesperadamente influenciar as eleições” dos Estados Unidos ao estimular a alta do petróleo no mercado internacional.
A Agência de Informação sobre Energia dos Estados Unidos (EIA) alertou que o mercado global de produtos refinados pode não melhorar nos próximos meses. As reservas estratégicas de diesel continuam baixas, o que tende a manter a pressão sobre os preços por um período prolongado.







